Sob o controle das expectativas | Artigo por Hudson Bessa

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O investimento segue uma hierarquia. Primeiramente, é essencial questionar quais são os objetivos financeiros e prazos a serem alcançados, além de fazer uma autoavaliação para determinar o perfil de risco. Em seguida, etapas mais técnicas entram em cena: identificar as classes de ativos mais adequadas e selecionar os ativos dentro de cada uma delas. Por fim, é crucial monitorar o investimento, garantindo que os resultados estejam de acordo com o planejado e fazendo ajustes conforme necessário.

Esses passos compõem um processo típico de investimento, que começa com o cliente, passa pela definição de uma alocação de ativos e plano de investimentos, execução e culmina no controle e avaliação.

A fase mais crucial é a primeira, na qual o investidor precisa dedicar um tempo significativo para refletir sobre sua vida e preencher o questionário de Suitability. O investimento nessa etapa é tão valioso quanto planejar uma viagem de férias; se o destino não for bem escolhido, as chances de alcançar a satisfação esperada são mínimas.

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No entanto, não basta apenas escolher para onde ir; é essencial ter um mapa e saber quais ativos adquirir para garantir o sucesso da empreitada. A chave é comprar a um preço baixo para vender mais caro. Parece simples, pelo menos no papel.

O desafio está em determinar o que torna um ativo barato e em identificar o momento certo para comprá-lo. Somente na venda será possível saber se o ativo estava realmente barato ou não.

Investimento é uma decisão tomada sob incerteza, e as expectativas desempenham um papel fundamental na escolha de qualquer investidor. O jogo consiste em observar o presente e apostar no futuro.

Nesse contexto, a recente queda nos preços dos ativos de risco no Brasil desde a última reunião do Copom em maio reflete a percepção de risco e expectativas do mercado.

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