Organize as Contas: Variação de preços de medicamentos pode chegar a quase 700% nas farmácias em São Paulo

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Desde o dia 1º de abril, os preços de medicamentos podem estar até 4,5% mais caros. O reajuste, que não é automático, é definido com o teto fixado para este ano pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Mas, para além do reajuste, chama atenção a variação de preços praticada, a depender do local da compra. Em alguns casos, a diferença entre os valores na venda chega a quase 700%.

O levantamento anual de preços de medicamentos feito pelo Procon-SP encontrou diferenças expressivas entre os valores praticados para a venda de 48 medicamentos genéricos e de referências – de até 685% entre os genéricos e de até 134% entre os de referência.

Na comparação dos preços das drogarias online a partir da capital, a maior diferença de preço encontrada, de 229,54%, foi entre os medicamentos genéricos. O medicamento Dipirona Sódica (apresentação: 500 mg/ml gotas 10 ml) foi encontrado em um site por R$ 7,81 e em outro por R$ 2,37.

Já entre os medicamentos de referência, a maior diferença foi de 134,77%, no preço do medicamento Dexason da Teuto (apresentação: 1 mg/g creme dermatológico 10 g), em um site era vendido por R$ 9,79 e, em outro por R$ 4,17.

Na comparação entre os preços médios dos genéricos com os de referência de mesma apresentação, o levantamento feito nos sites constata que, em média, os medicamentos genéricos estão 66,83% mais baratos do que os de referência.

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O levantamento foi feito na capital em sites de seis grandes drogarias – Drogaria São Paulo, Drogasil, Extrafarma, Droga Raia, Pague Menos e Ultrafarma – e em lojas físicas das cidades de Araçatuba, na Baixada Santista (Santos e São Vicente), Bauru, Campinas, Jaú, Jundiaí, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba e em Presidente Prudente, onde em um estabelecimento o valor de venda do medicamento Nimesulida (apresentação 100 mg 12 comprimidos) era de R$ 23,49 e em outro, R$ 2,99 – uma diferença de 685,62%. Os dados foram coletados entre os dias 27, 28 e 29 de maio.

Na comparação de 24 itens comuns às pesquisas deste ano e da realizada em 2023, foi constatada uma variação positiva de 4,33% no preço médio dos medicamentos de referência. Já na comparação em relação aos medicamentos genéricos, houve uma variação negativa de 5,47%. Como referência, o IPCA (IBGE) do período analisado apresentou variação de 3,69%.

Quem está em dúvida de quanto vai pagar nos remédios de uso cotidiano pode fazer uma consulta online.

O site permite a consulta dos preços máximos autorizados pela CMED para a comercialização de medicamentos no Brasil. A procura pode ser feita pelo nome do medicamento, princípio ativo ou número de registro.

A lista de preços máximos permitidos para a venda de medicamentos também está disponível no portal da Anvisa para consulta dos consumidores e é atualizada mensalmente.

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